. Campanha - “Sim Igualdade”

guinebissau meninasmulheres junho2017 logotipo 120x200A partir de amanhã, 50 mulheres portuguesas e guineenses vão estar nas redes sociais para dar a cara e a voz pela campanha “Sim Igualdade”. Com o objetivo de contribuir para o abandono da Mutilação Genital Feminina, dos casamentos infantis, precoces e forçados e outras violências e discriminações contra as meninas e mulheres, esta iniciativa apela à capacitação, à prevenção, ao empoderamento para o fim e abandono de práticas nefastas, à escolarização e à plena realização dos direitos das meninas e das mulheres.

Texto de Carla Amaro

A ONGD portuguesa P&D Factor - População e Desenvolvimento e o Comité Nacional para o Abandono de Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné Bissau (CNAPN Guiné Bissau) vão lançar amanhã, dia 11 de Novembro, a campanha internacional “Sim Igualdade”. Em formato digital, com propagação sobretudo nas redes sociais, esta iniciativa é um manifesto pelo fim das práticas nefastas contra as meninas e mulheres, em especial a MGF e os casamentos infantis, precoces e forçados, e conta com a participação ativa e o apelo de 50 mulheres portuguesas e guineenses que dão a cara e transmitem uma mensagem associada a esta causa.

Entre as 50 mulheres estão a atriz e apresentadora de televisão Catarina Furtado, embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Tchuma Bari, cantora e embaixadora da Boa Vontade da UNICEF Guiné Bissau, Graça Campinos Poças presidente P&D Factor, Fatumata Djau Baldé, activista e presidente do CNAPN Guiné Bissau, Sandra Correia, vencedora do Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, Suzy Barbosa, deputada guineense e ex-secretária de Estado da Cooperação Internacional e Comunidades vencedora em 2017 do Prémio Humanitário Pan-Africano, e outras.

Com o apoio da Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade, “Sim Igualdade” surge no âmbito do projecto “Meninas e Mulheres - Educação, Saúde, Igualdade e Direitos - capacitação para a igualdade e empoderamento de agentes chave das comunidades para o fim da Mutilação Genital Feminina, dos casamentos precoces e das práticas tradicionais nefastas”, lançado em Julho passado na Guiné Bissau, nas instalações do Centro Cultural Português, com o objetivo de promover a reflexão, o debate e sobretudo a ação transformadora em torno de diferentes formas de violência e discriminação realizadas contra as meninas e mulheres e de formar / sensibilizar as comunidades e lideranças locais para os riscos a elas associados.

Porque a MGF e os casamento forçados não são apenas práticas tradicionais, como se crê nas comunidades praticantes, são práticas nefastas que comprometem gravemente a saúde, a independência e o futuro das vítimas, esta foi a mensagem subjacente ao projeto “Meninas e Mulheres – Educação, Saúde, Igualdade e Direito”, que consistiu na formação de vários agentes da sociedade civil guineense, entre os quais líderes religiosos, profissionais de saúde e professores, mulheres e jovens em dez bairros do sector autónomo de Bissau.

Com a campanha “Sim Igualdade”, a P&D Factor e o CNAPN Guiné Bissau pretendem alertar para a importância da capacitação e empoderamentos das meninas e mulheres, quanto aos seus direitos fundamentais e participação, porque, como advoga Alice Frade, directora executiva da P&D Factor, “se temos uma humanidade partilhada e uma agenda 2030 comum, temos de assumir uma responsabilidade partilhada para acabar com as práticas atentatórias dos direitos fundamentais”. Para que as meninas não tenham que abandonar cedo demais a escola, para que se capacitem e realizem o seu potencial de desenvolvimento. Fatumata Djau Baldé, presidente do CNAPN afirma “Quem ama protege, por isso vamos unir-nos para o abandono das práticas nefastas, seja em que país for, garantindo a promoção dos direitos humanos das mulheres e jovens raparigas”

O “Sim à Igualdade” é também um sim à capacitação, um sim à prevenção, um sim ao abandono das práticas nefastas, um sim à saúde, um sim à escolarização e um sim à plena realização dos direitos das meninas e das mulheres, um sim à ao presente e ao futuro da humanidade, partindo da experiência e trabalho no contexto da lusofonia e suas diásporas.

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