Direitos em Notícia

. A representação de mulheres na política e economia é insuficiente

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A pretexto dos 40 anos da CIG, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Teresa Fragoso faz uma retrospetiva do trabalho da organização a que preside desde agosto de 2016. Diz que as conquistas na área da Igualdade de Género são imensas – basta olhar para a evolução de alguns indicadores da situação e das condições de vida das mulheres - mas, reconhece, “até à igualdade” plena há ainda muitas batalhas a travar.

. Novos desafios exigem respostas diferentes

Maria Antónia Almeida Santos

Maria Antónia Almeida Santos, deputada do PS e coordenadora do Grupo Parlamentar Português sobre População e Desenvolvimento (GPPsPD) escreveu este texto a pretexto da participação na conferência “She Moves: The Challenges of a World on the Move: Migration and Gender Equality, Women’s Agency and Sustainable Development”*, em que fala de conquistas, mas também de necessidades urgentes na área dos direitos e da saúde sexual e reprodutiva, de igualdade e empoderamento das raparigas e mulheres, das novas oportunidades para Portugal com o acolhimento de migrantes e refugiados, entre outros temas que marcam a atualidade.

. “A saúde vale mais do que um documento”

António Carlos Silva

António Carlos da Silva já perdeu a conta às mulheres, homens e crianças que atendeu no Espaço Cidadania, no bairro do Casal de Mira, na Amadora. A maior parte, de comunidades migrantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola, que por falta de um simples documento não têm acesso à Saúde. Não que o sistema lhes vede a entrada, mas porque têm medo de serem enviados para os Países de origem. Para este médico especialista em saúde pública, o problema reside no desconhecimento da lei.

. "Investir em Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva é economicamente inteligente"

Mónica Ferro

Mónica Ferro é, desde o início de Abril, a nova diretora do escritório do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Genebra. Um cargo de extrema importância e visibilidade na área da População e Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, que a ex-deputada à AR pelo PSD e ex-coordenadora do GPPsPD quer honrar, continuando a fazer dos direitos das mulheres, das raparigas e dos jovens, da saúde sexual e reprodutiva e da igualdade de género uma agenda prioritária.

. “A escola devia ter uma disciplina de educação sexual”

Conceição Catalão

Defensora incondicional da Educação sexual e Reprodutiva nas escolas, Conceição Catalão trocou o ensino de História pela Educação Especial, porque a massificação do ensino, com turmas de 30 alunos, não lhe permitia olhar para cada um de acordo com a sua individualidade e necessidade. Foi essa vontade de ensinar de um modo diferente que esta professora no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio, em Almada, a aprofundar os conhecimentos sobre a Mutilação Genital Feminina e a tirar uma especialização em multi e interculturalismo. Porque para agir e ajudar as meninas vítimas desta prática nefasta, é preciso conhecer os meandros culturais das comunidades que a praticam.

. “A igualdade não pode ficar só nos discursos”

Paula Santos

A deputada à AR pelo PCP assume como uma missão, e não como uma profissão ou uma carreira, as funções que desempenha no centro de decisão do País desde 2009. Uma missão alicerçada nas bandeiras do partido, na luta contra as desigualdades económicas e sociais, mas também de género. Como vice-coordenadora do GPPsPD, Paula Santos vê com especial preocupação a redução da Ajuda Pública ao Desenvolvimento e a falta de acesso ao planeamento familiar, sobretudo por parte das pessoas que não têm médico ou médica de família.

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