Direitos em Notícia

. “A escola devia ter uma disciplina de educação sexual”

Conceição Catalão

Defensora incondicional da Educação sexual e Reprodutiva nas escolas, Conceição Catalão trocou o ensino de História pela Educação Especial, porque a massificação do ensino, com turmas de 30 alunos, não lhe permitia olhar para cada um de acordo com a sua individualidade e necessidade. Foi essa vontade de ensinar de um modo diferente que esta professora no Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio, em Almada, a aprofundar os conhecimentos sobre a Mutilação Genital Feminina e a tirar uma especialização em multi e interculturalismo. Porque para agir e ajudar as meninas vítimas desta prática nefasta, é preciso conhecer os meandros culturais das comunidades que a praticam.

. “A igualdade não pode ficar só nos discursos”

Paula Santos

A deputada à AR pelo PCP assume como uma missão, e não como uma profissão ou uma carreira, as funções que desempenha no centro de decisão do País desde 2009. Uma missão alicerçada nas bandeiras do partido, na luta contra as desigualdades económicas e sociais, mas também de género. Como vice-coordenadora do GPPsPD, Paula Santos vê com especial preocupação a redução da Ajuda Pública ao Desenvolvimento e a falta de acesso ao planeamento familiar, sobretudo por parte das pessoas que não têm médico ou médica de família.

. “A prevenção da violência e das discriminações deve começar na escola”

Margarida Balseiro Lopes

A sua juventude (27 anos) não a intimida perante adversários políticos com mais anos de vida e de experiência no Parlamento. Quando foi eleita deputada à AR pelo PDS, em 2015, Margarida Balseiro Lopes sabia bem ao que ia: fazer valer as suas ideias nas áreas que a preocupam, como o desrespeito pelos direitos e liberdades em matéria sexual e reprodutiva, a desigualdade de género, a violência contra as mulheres. E através do seu exemplo, gostaria de atrair mais jovens para a política ativa.

. “Uma sociedade informada é uma sociedade menos discriminadora”

Sandra Cunha

Está na política para ajudar a melhorar a vida das pessoas. Como deputada à Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda, Sandra Cunha quer fazer a diferença, com resultados efetivos, na defesa das causas que abraça: acabar com a pobreza, com a violência contra as mulheres, com a desigualdade de género no emprego, e promover o acesso das pessoas trans e intersexo ao serviço nacional de saúde.

. “Espero que Guterres seja também um líder forte nas questões relacionadas com os jovens”

KwabenaOsei-Danquash4 160x170

Parte III de III

Numa altura em que o mundo está expectante em relação ao exercício de António Guterres à frente de uma organização tão importante como a ONU, a P&D Factor entrevistou o diretor da Divisão de Governança e Assuntos Multilaterais do UNFPA. Kwabena Osei-Danquash não poupa elogios ao novo secretário-Geral das Nações Unidas, de quem espera “uma ONU que aproveite todo o potencial do multilateralismo”.

. “É preciso investir mais na SRHR para que meninas e mulheres saiam da pobreza”

Kwabena Osei-Danquash

Parte II de III

Em nenhum país a igualdade de género é plenamente realizada. Uma em cada três mulheres está em risco de ser vítima de violência baseada no género. As mulheres da África Subsariana continuam a morrer de causas relacionadas com a maternidade. Os impactos das alterações climáticas serão piores para os pobres e marginalizados, especialmente mulheres e meninas. Situações que Kwabena Osei-Danquash, director da Divisão de Governança e Assuntos Multilaterais do UNFPA tenta combater, mas reconhece que levarão o seu tempo.

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