Todos os dias, milhões de pessoas são privadas da dignidade, dos cuidados e do apoio necessários para uma boa saúde menstrual.
- Milhões de raparigas, mulheres e pessoas transgénero e não-binárias não dispõem de formas dignas e saudáveis de gerir a menstruação, seja devido à desigualdade de género, a normas sociais discriminatórias ou à pobreza.
- O estigma e os tabus em torno da menstruação alimentam a falta de informação, bem como práticas pouco higiénicas e atitudes negativas - problemas que se agravam em contextos de crise.
- Uma saúde menstrual deficiente pode limitar a capacidade de uma pessoa frequentar a escola, trabalhar ou participar na sociedade, reduzindo as suas oportunidades de prosperar ao longo da vida.
- A saúde e dignidade menstrual é uma questão de direitos humanos e um pilar da saúde sexual e reprodutiva.
- As pessoas que conseguem gerir a sua menstruação com conforto e dignidade têm melhores resultados ao nível da saúde sexual e reprodutiva e do bem-estar geral.
- A saúde menstrual está intrinsecamente ligada a outros direitos, incluindo o direito à dignidade, à educação e ao trabalho, bem como à igualdade de género.
- Abordagens abrangentes à dignidade e saúde menstrual promovem estes direitos através do acesso universal a serviços e educação sobre a menstruação, bem como de medidas para eliminar o estigma nas escolas, locais de trabalho e instituições públicas.
Um mundo amigo da menstruação exige a ação conjunta de todas as pessoas.
- Famílias, educadores, profissionais de saúde e empregadores têm todos um papel vital na criação de ambientes onde as pessoas possam gerir a menstruação com dignidade e sem barreiras.
- Trabalhar em conjunto pode quebrar estigmas e garantir a todas as pessoas acesso a produtos, informação e instalações limpas, seguras e privadas.
- Ainda não existem normas globais de segurança para produtos menstruais; a sua criação é fundamental para alargar o acesso a produtos seguros e fiáveis.
Factos e Números
- Todos os meses, aproximadamente 1,8 mil milhões de pessoas menstruam.
- Globalmente, apenas cerca de 2 em cada 5 escolas disponibilizam educação sobre saúde e dignidade menstrual e apenas 1 em cada 3 escolas dispõe de recipientes para resíduos menstruais nas casas de banho das raparigas.
- Uma análise de dados dos Inquéritos por Indicadores Múltiplos sobre saúde e higiene menstrual concluiu que o absentismo relacionado com a menstruação na escola, no trabalho e em atividades sociais atinge os 15%.
- Na África Subsaariana, as taxas de absentismo escolar durante a menstruação podem atingir os 31%.
- Mais de metade das mulheres no Bangladesh e mais de dois terços no Nepal afirmaram não participar em atividades do quotidiano durante a menstruação. No Chade e na República Centro-Africana, uma em cada três mulheres afirmou perder essas oportunidades.
- A falta de informação sobre a menstruação antes da primeira menstruação leva muitas raparigas nos Estados Árabes a sentirem vergonha, medo, ansiedade ou embaraço.
- Mais de metade das famílias no Reino Unido sente desconforto em falar sobre menstruação e puberdade com os seus filhos e filhas. Apenas 46% de docentes consideram que o currículo atual aborda adequadamente a puberdade; 40% dos rapazes entre os 8 e os 16 anos admitem saber pouco ou nada sobre a menstruação.







