O acesso sustentável à contraceção, especialmente para mulheres e raparigas, depende de maiores investimentos nacionais.
- Os países de rendimento baixo e médio estão a investir cada vez mais recursos nacionais no planeamento familiar, demonstrando o seu compromisso com a construção de sistemas de saúde resilientes e de propriedade nacional, que deixem de depender de doadores internacionais.
- O investimento sustentado na contraceção proporciona benefícios duradouros e substanciais em termos de saúde e económicos– salvando vidas, reduzindo as despesas com cuidados de saúde e apoiando oemprego produtivo e a educação.
- Em contrapartida, o subinvestimento transfere os custos para as mulheres e as famílias a nível individual, muitas vezes condicionando as pessoas mais marginalizadas e fragilizadas à pobreza e privando-as de opções para uma vida melhor.
O investimento na contraceção deve colocar a escolha nas mãos das mulheres.
- Muitas mulheres ainda não têm o número de filhos que desejam, por razões que incluem a falta de acesso à contraceção ou aos contraceptivos da sua preferência.
- Para superar estas barreiras, o aumento do investimento no planeamento familiar deve incluir a expansão das cadeias de abastecimento que garantam a entrega fiável de contraceptivos a todas as pessoas que os desejem, quer se encontrem numa aldeia remota, numa situação de crise humanitária ou numa comunidade minoritária.
- Para defender o direito à escolha, todas as pessoas devem ter acesso fiável a uma seleção de contraceptivos com garantia de qualidade e facilmente disponíveis.
Para transformar o acesso aos contraceptivos em autonomia reprodutiva, as mulheres devem poder dizer sim, nãoou ainda não.
- Ter autonomia reprodutiva para decidir se, quando e quantos filhos se quer ter está ligado à possibilidade de escolher se se quer utilizar contraceção, que métodos utilizar e quandoparar, começar ou mudar de método.
- Para além dos próprios contraceptivos, exercer a autonomia reprodutiva requer informação precisa para tomar decisões informadas e apoiar novas escolhas caso as intenções reprodutivasevoluam.
- igualdade de género, a estabilidade económica, a confiança nos sistemas de saúde e a ausência de coação são todas condições básicas que possibilitam e sustentam a autonomia reprodutiva.




