Direitos em Notícia

. “A sociedade vive bem com a condição subalterna das mulheres”

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Elisabete Brasil, uma advogada que trocou a defesa de casos em tribunais pela defesa dos direitos das mulheres numa ONG, primeiro como voluntária e depois a tempo-inteiro, diz que muito se fez depois do 25 de abril ao nível da alfabetização, educação, formação, trabalho e habitação, mas em termos de Igualdade de Género temos ainda o caminho quase todo para percorrer. Porque enquanto houver discriminação, não há leis nem discursos políticos capazes de acabar, de vez, com a condição subalterna que a sociedade continua a impôr às mulheres.

. “A interrupção voluntária da gravidez é uma decisão que compete exclusivamente à mulher”

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A Maria Purificação Araújo se deve, por assim dizer, a emancipação sexual feminina em Portugal. Não fosse o seu empenho na criação do planeamento familiar em Portugal, nomeadamente com a introdução da pílula contracetiva, contra uma Igreja católica muito fechada que associava sexo a fecundação e reprodução, as mulheres continuariam a ter gravidezes indesejadas.

. As questões de Género deverão estar sempre presentes na definição de novas políticas

Fotografia de Paula Barros

As questões de Género deverão estar sempre presentes na definição de novas políticas, de modo a evitar consequências não desejadas no Desenvolvimento.

. “É urgente começarmos a combater os papéis de género”

Dalila Cerejo

Dalila Cerejo Culpa, vergonha e medo continuam a aprisionar as mulheres a uma relação conjugal violenta. Muitas, ainda silenciam as agressões e os familiares e vizinhos, em vez de denunciarem, seguem o adágio de que “entre homem e mulher não se mete a colher”. Em todo o caso, as denúncias de mulheres vítimas em Portugal têm vindo a aumentar – 30 mil casos, no ano passado -, o que para a investigadora na área da violência de género, Dalila Cerejo, é um ponto a favor da luta contra a violência doméstica. No entanto, acredita que será difícil vencer esta batalha sem prevenção e uma intervenção precoce nas escolas, que passa pela desconstrução dos papéis de género.

. Não há vida digna sem os correspondentes Direitos Humanos. A saúde e a igualdade fazem parte deles.

Fotografia de Maria Antónia Almeida Santos

Maria Antónia Almeida Santos “Quadro ideológico assente na premissa “os meus valores são mais importantes, os mais certos e por isso devem fazer lei” fruto de muito desconhecimento e alguma ignorância. A ainda divinização de um modelo social onde a narrativa plural sobre as famílias e os direitos individuais são considerados fraturantes, entre os obstáculos aos direitos e à saúde sexual e reprodutiva.”

. Oikos – Cooperação e Desenvolvimento

Fotografia de Pedro Krupenski

Pedro Krupenski, Director de Desenvolvimento e Presidente da Plataforma Portuguesa das ONG-Desenvolvimento “Compreensão da relação de causalidade entre a plena realização dos direitos sexuais e reprodutivos e uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais próspera”

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